O Conselho Universitário da UFSC decidiu, em reunião realizada na manhã desta terça-feira, reservar 20% das vagas, já a partir do próximo vestibular, para estudantes oriundos de escolas públicas e 10% para negros, também formados em colégios de caráter público.
quarta-feira, 11 de julho de 2007
O terrorismo do apagão
Vale a pena ler importante artigo de Ronaldo Bicalho, do Grupo de Economia da Energia do Instituto de Economia da UFRJ, enviada ao Blog de Luis Nassif.
"O anúncio da liberação do licenciamento prévio das duas usinas hidrelétrica do rio Madeira tem uma série de conseqüências relevantes que devem ser analisadas. Contudo, uma, em particular, me parece relevante, face à sua importância para o debate transparente e democrático das opções estratégicas do país no campo energético. Trata-se da maneira irresponsável, que beira a leviandade, com que é tratada a ameaça de um novo apagão no país. O dia de ontem começou com o anúncio, em um diário de grande circulação, de um apagão ameaçador, e terminou com o anúncio da liberação das usinas. Assim, os mesmos que diziam pela manhã que a vaca ia para o brejo, à noite afirmavam que agora não ia mais. E o pobre do cidadão que se vire no meio desse imbróglio.
(...) A possibilidade de ocorrência de uma situação de desequilíbrio entre oferta e demanda de eletricidade depende de um conjunto nada trivial de eventos, que vai de quanto a economia brasileira vai crescer nos próximos anos até as possibilidades reais de entrada em operação das plantas geradoras movidas a energias renováveis do PROINFA, passando pelo regime de chuvas, pela disponibilidade de gás, pelo licenciamento ambiental, etc. Para ficar apenas nos mais óbvios.
(...) O importante é discutir o que as sustenta, de forma a aclarar o debate, tornando-o mais honesto e transparente. Trocando em miúdos, são feitas previsões bombásticas pela imprensa que não se realizam, e nada é dito depois sobre as razões pelas quais elas não se realizaram. Por outro lado, configurações bastante favoráveis, que contribuem inesperadamente para evitar situações mais graves, são apresentadas como corriqueiras e naturais, de forma a sancionar determinadas políticas.
(...) O objetivo central da política energética é garantir o suprimento de energia. Para que isto seja alcançado é preciso construir um aparato institucional que possa sustentar um conjunto de ações e decisões que viabilize a sua consignação. A pergunta fundamental hoje no Brasil é: as instituições brasileiras associadas ao setor elétrico são capazes de conceber e implementar as decisões necessárias a garantir o suprimento de eletricidade nos próximos anos?
O essencial da questão aqui é que instituições fracas podem ser incapazes de lidar com um risco de déficit de 5%, ao passo que instituições fortes podem construir saídas para um déficit de 20%. Em outras palavras, um motorista ruim pode capotar a 10 km por hora, enquanto um bom motorista pode fazer uma curva a 100 km por hora.
A traumática experiência brasileira com o racionamento de 2001 gerou uma mudança institucional que buscou fortalecer a capacidade de coordenação das nossas instituições. Nesse movimento surgiram desde a obrigatoriedade da contratação centralizada da demanda das distribuidoras, via leilão, até a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), passando pela criação da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). Somando-se a isso, a manutenção do Operador Nacional do Sistema (ONS), da Agência Reguladora de Energia Elétrica (ANEEL) e do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), tem-se uma configuração institucional que, a princípio, apresenta condições melhores de fazer face aos desafios da coordenação setorial do que a que estava presente no período que antecedeu a crise de 2001.
Se considerarmos que a relação com as empresas estatais envolvidas com o setor, em termos de mobilização de recursos para evitar o pior, hoje é menos contraditória do que era na década anterior, pode-se afirmar que quando se contempla a capacidade de coordenação e mobilização de ações, decisões e recursos para garantir o suprimento de energia elétrica, constata-se que o quadro atual é melhor do que já foi. No entanto, isto não significa que os problemas acabaram, mas, simplesmente, que hoje eles estão colocados em outros termos.
A clareza sobre essa transformação essencial do setor elétrico brasileiro é fundamental para se evitar dois equívocos que geram lamentáveis conseqüências. De um lado, encontram-se aqueles que pensam que nada mudou, e seguem com os mesmos diagnósticos e prescrições, baseados na certeza do fracasso; de outro, acham-se aqueles que pensam que a simples mudança já traz embutida a solução, gerando uma perigosa imobilidade, baseada na certeza do sucesso. Desse modo, chega-se a duas conclusões simplórias: faltará energia porque este Governo é ruim, ou não faltará energia porque este Governo é bom.
Nesse sentido, o dia de ontem sintetizou esses equívocos corriqueiros no trato com os desafios atuais do setor elétrico brasileiro, que, de fato, produzem mais confusão e calor, do que entendimento e, literalmente, luz.
O que importa é que, no setor elétrico, nós estamos em um jogo que está sendo jogado; se vamos ganhar ou não é cedo para dizer. O importante aqui é estar jogando; e a liberação do licenciamento significa que estamos jogando. Portanto, vamos prestar atenção no jogo e nos jogadores, e não ficar fazendo profissão de fé nesse ou naquele time. Enfim, o jogo é jogado e o lambari pescado. O resto é conversa pra boi dormir e para rolar uma especulaçãozinha básica no preço da energia elétrica, porque afinal ninguém é de ferro."
terça-feira, 10 de julho de 2007
Mídia Golpista?

Agora, muitos deram para ridicularizar a expressão “mídia golpista”. Mas esquecem que esta se trata de apenas uma figura de linguagem. E que, se tem ficado tão conhecida, é porque ela tem cumprido a sua função. Linguística. Não se trata de um conceito científico (embora poderia, sim, se transformar em objeto de análise científica), mas de uma expressão que vem se tornando muito popular.
De qualquer forma, alguns dados científicos recentes têm vindo reforçar a consistência da expressão mídia golpista. Na última pesquisa do Ibope sobre a popularidade de Lula, há a pergunta se as pessoas vêem o noticiário mais negativo ou positivo sobre o presidente. A resposta é, claro: negativo. Ao mesmo tempo, as pessoas estão mais positivas em relação ao país e ao governo. Ou seja, a mídia está se distanciando cada vez mais da opinião pública, embora ela ainda se pretenda sua portadora.
Na verdade, as pessoas pensam que, quando se acusa a mídia de golpista, está-se apenas censurando sua posição partidário-política. Não é isso. No mundo todo, jornais têm opinião e se alinham com esta ou aquela força política. O que vem acontecendo no Brasil (e creio que também deve acontecer em outros lugares, existem golpistas em toda parte) é que a mídia vem agredindo o próprio conceito de jornalismo, e exercendo uma função de elemento de forte instabilidade política. Que a mídia é anti-Lula e anti-PT a gente está careca de saber. O que realmente nos revolta é que ela vem rasgando qualquer ética jornalística na tentativa de causar prejuízo político a seus adversário. E com isso desinforma. Desestabiliza. Prejudica a democracia, a economia, a política. E, sobretudo, prejudica o próprio respeito que muita gente nutria pela imprensa. O Brasil precisa da imprensa, por isso é triste vê-la se auto-imolar nessa histeria irracional anti-petista. Como se o mundo do PSDB fosse muito melhor…
São milhares de exemplos. Todos os dias, os exemplos estão lá. Vou dar apenas um. Por ocasião da greve dos alunos da USP, alguns setores da mídia, o setor dominante, mais reacionário, posicionou-se de forma particularmente violenta contra os alunos e a favor do governo estadual, presidido por José Serra, do PSDB. Vejam só, alinhou-se contra jovens civis, estudantes, professores e funcionários, exercendo plenamente sua cidadania. No caso dos operadores de vôo que vem realizando motins sistemáticos contra a aviação aérea brasileira, não vi nenhum editorial violento contra os mesmos. Mesmo se tratando de militares. Não. Houve uma nítida tentativa de estabelecer o governo federal como único responsável. As companhias aéreas não têm culpa. Os operadores não têm culpa.
A tese sobre a mídia golpista não é um delírio. Observamos, todos os dias, na montagem das editoriais, nas fotos, nas manchetes, na linha das matérias, no curso das investigações jornalísticas, uma tentativa de manipular a consciência do cidadão no sentido que o jornal quer. Mais que isso. Observamos que o próprio jornalismo é violentado, com meias-verdades assumindo o lugar de verdades inteiras.
Temos vários exemplos disso. Aliás, eu queria muito que os jornais fossem atrás daquele caseiro, o Francenildo, para tentar provar se o dinheiro que ele recebeu era mesmo de seu padrasto…
Escrito por Miguel do Rosário. oleododiabo.blogspot.com/
Decálogo para falar mal de Hugo Chávez
Lembrete pendurado na frente de jornalistas da mídia oligárquica:
1. Devo falar mal de Hugo Chávez porque ele recupera o papel do Estado, desqualificado e enterrado por nós há tempos.
2. Devo falar mal de Hugo Chávez porque ele se diz anti-imperialista e esse é um tema proibido na mídia há tempos.
3. Devo falar mal de Hugo Chávez porque ele funda um novo partido, quando martelamos todos os dias que todos os partidos são iguais, que são negativos, que sempre refletem interesses de grupinhos.
4. Devo falar mal de Hugo Chávez porque ele recupera o papel da política, quando todo o trabalho cotidiano da mídia é para dizer que a política é irrecuperável, que só a economia vale a pena.
5. Devo falar mal de Hugo Chávez porque ele vende petróleo subsidiado aos países que não podem pagar o preço do mercado - inclusive a pobres dos Estados Unidos -, o que evidentemente fere as leis do mercado, pelo qual tanto zela a midia.
6. Devo falar mal de Hugo Chávez porque ele é um mau exemplo para os militares, que só devem intervir na política quando seja necessário um golpe militar e nunca para defender os interesses de cada nação.
7. Devo falar mal de Hugo Chávez porque ele ataca a mídia privada e fortalece a mídia pública. Porque ele acabou com o analfabetismo na Venezuela, tema sobre oqual devemos calar. Porque ele vai diminuir a jornada de trabalho em 2010 para 6 horas e esse tema é odiado pelos patrões.
8. Devo falar mal de Hugo Chávez porque assim me identifico com os interesses do dono do meio em que trabalho, garanto o emprego, fortaleço os partidos e as empresas aliadas do patrão.
9. Devo falar mal de Hugo Chávez porque ele faz com que se volte a falar do socialismo, depois que nos deu muito trabalho tratar de enterrar esse sistema, inimigo do capitalismo, a que estamos profundamente integrados.
10. Devo falar mal de Hugo Chávez (e de Evo Morales e de Lula e de todos os nao brancos), senão eles vão querer dirigir os países, os jornais, as televisões, as empresas, o mundo. Será o nosso fim. (Emir Sader) http://www.agenciacartamaior.com.br/
1. Devo falar mal de Hugo Chávez porque ele recupera o papel do Estado, desqualificado e enterrado por nós há tempos.
2. Devo falar mal de Hugo Chávez porque ele se diz anti-imperialista e esse é um tema proibido na mídia há tempos.
3. Devo falar mal de Hugo Chávez porque ele funda um novo partido, quando martelamos todos os dias que todos os partidos são iguais, que são negativos, que sempre refletem interesses de grupinhos.
4. Devo falar mal de Hugo Chávez porque ele recupera o papel da política, quando todo o trabalho cotidiano da mídia é para dizer que a política é irrecuperável, que só a economia vale a pena.
5. Devo falar mal de Hugo Chávez porque ele vende petróleo subsidiado aos países que não podem pagar o preço do mercado - inclusive a pobres dos Estados Unidos -, o que evidentemente fere as leis do mercado, pelo qual tanto zela a midia.
6. Devo falar mal de Hugo Chávez porque ele é um mau exemplo para os militares, que só devem intervir na política quando seja necessário um golpe militar e nunca para defender os interesses de cada nação.
7. Devo falar mal de Hugo Chávez porque ele ataca a mídia privada e fortalece a mídia pública. Porque ele acabou com o analfabetismo na Venezuela, tema sobre oqual devemos calar. Porque ele vai diminuir a jornada de trabalho em 2010 para 6 horas e esse tema é odiado pelos patrões.
8. Devo falar mal de Hugo Chávez porque assim me identifico com os interesses do dono do meio em que trabalho, garanto o emprego, fortaleço os partidos e as empresas aliadas do patrão.
9. Devo falar mal de Hugo Chávez porque ele faz com que se volte a falar do socialismo, depois que nos deu muito trabalho tratar de enterrar esse sistema, inimigo do capitalismo, a que estamos profundamente integrados.
10. Devo falar mal de Hugo Chávez (e de Evo Morales e de Lula e de todos os nao brancos), senão eles vão querer dirigir os países, os jornais, as televisões, as empresas, o mundo. Será o nosso fim. (Emir Sader) http://www.agenciacartamaior.com.br/
sábado, 7 de julho de 2007
Marcha dos estudantes em Brasília

Cerca de 8 mil estudantes com bandeiras, faixas e rostos pintados participaram de uma passeata ontem em Brasília, na Esplanada dos Ministérios. A manifestação terminou com ato político em frente ao Banco Central. Os estudantes participam do 50º Congresso da UNE - União Nacional dos Estudantes, que termina amanhã. Reivindicam mudanças na política econômica do Governo com uma agenda voltada para os interesses nacionais, com desenvolvimento, distribuição de renda e geração de empregos. Reivindicam também a abertura dos arquivos do período da ditadura militar.
Para o presidente da UNE, Gustavo Petta, as transformações que vão colocar o país nos rumos do desenvolvimento passam necessariamente por mudanças na política econômica e pela saída do ministro Henrique Meirelles. Para Gustavo Petta, “o Meirelles representa a área mais ortodoxa da economia e descomprometida com os investimentos sociais. Sua permanência significa a manutenção das altas taxas de juros, o superávit primário e a conservação das benesses aos banqueiros e patrões do capital".
Ao longo do trajeto, coreografias e a irreverência característica do movimento estudantil, marcaram a passeata.
sexta-feira, 6 de julho de 2007
Manchete deturpa resultado de pesquisa falando em Brasil "dividido"
Recolho, na internet, um exemplo de como não escrever um texto jornalístico.Serve também para demonstrar como pesquisas de opinião podem ser distorcidas e usadas seletivamente, de acordo com o gosto do freguês.
Segundo o Estadão:
"Ibope: Vavá e crise aérea impedem melhor avaliação de Lula
39% consideram notícias mais desfavoráveis ao governo, ante 20% em abril
BRASÍLIA - O impacto de notícias negativas, como as denúncias contra o irmão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a crise aérea, segurou em patamares estáveis a avaliação positiva do governo Lula, mostrou nesta sexta-feira, 6, pesquisa Ibope encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).
De acordo com o levantamento, 39% dos entrevistados consideraram as notícias mais desfavoráveis ao governo, ante 20% em abril. Caiu de 23% para 19% a percepção de que o noticiário é mais favorável em relação ao governo. Os que consideraram as notícias neutras passaram de 40% para 29%. De acordo com a pesquisa, a principal notícia sobre o governo foi a denúncia envolvendo o irmão do presidente Lula, Genival Inácio da Silva, o Vavá, com 31% das indicações.
"O título é falso.
Não foi o que a pesquisa apurou.
A pesquisa apurou que as pessoas acham que o noticiário foi mais desfavorável ao governo nas últimas semanas.
Isso não significa que elas concordem com o noticiário.
Está claro que não mudaram de opinião por causa do noticiário.
O fato é que, apesar do noticiário desfavorável, a aprovação do governo Lula manteve-se estável.
A avaliação do governo como "ótimo/bom" aumentou de 49% para 50%.
Deram um jeito de noticiar isso com uma negação, ou seja, "poderia ser melhor".
No total, 83% consideram o governo regular, bom ou ótimo.
E a aprovação pessoal de Lula manteve-se estável, em 66%.
Eu imagino a frustração que sentem os barões da mídia brasileira.
A pesquisa completa está aqui:http://www.cni.org.br/f-ps-cnibope_economico.htm
Publicado em 6 de junho de 2007
E olhem só como o G1 noticiou a mesma pesquisa:
"DivididoPesquisa: metade dos brasileiros aprova governo Lula
Pesquisa divulgada nesta sexta-feira (6) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) detectou que metade dos entrevistados considera o governo Lula "ótimo" ou "bom".
Apesar disso, a taxa segue inferior à do levantamento de dezembro, antes de ter se iniciado o segundo mandato do presidente. Naquela ocasião, 57% consideravam o governo "ótimo" ou "bom". Agora, esse percentual, é de 50%.
A taxa de junho representa leve oscilação em relação à do levantamento de abril, quando a mesma pesquisa apontou avaliação positiva de 49%.
"Em dezembro, o governo atingiu o seu patamar mais elevado de menções 'bom' e 'ótimo'. Os resultados estavam inflados pela campanha eleitoral e pelo otimismo provocado pela reeleição", informou a CNI, que encomendou a pesquisa.
"Meu comentário:
Viram só como funciona o jogo de palavras?
Se o leitor comparar o resultado da pesquisa atual com a de dezembro do ano passado, de fato o índice de "ótimo e bom" do governo caiu de 57 para 50%.
Mas em relação à pesquisa mais recente, de abril, o índice de "ótimo e bom" aumentou 1%.
E o título?
Qual é o número que pode levar à conclusão de que o Brasil está dividido?
Se 50% por cento disseram que consideram o governo "ótimo e bom", 33% por cento dizeram que o consideram "regular".
Portanto, não há divisão, porque 83% dizem que o governo é "ótimo, bom ou regular".
Só haveria divisão se 50% tivessem dito que consideram o governo ruim ou péssimo.
É ou não é manipulação de informação?
Publicado em 6 de julho de 2007 (viomundo.globo.com/site )
Desligar a mídia golpista

“TV Globo perdeu neste ano quase 30% da audiência que tinha em 2006.
No mês de junho deste ano, a emissora marcou média de 18,5 pontos (cada ponto equivale a 54 mil domicílios, ou 176 mil pessoas, na Grande São Paulo), das 7h às 0h. No mesmo período e horário do ano passado a média foi de 25,7 pontos no Ibope. De acordo com o colunista da Folha, a Copa do Mundo transmitida exclusivamente pela Globo ajudou a alavancar os números no ano passado. Ainda assim, a emissora apresenta queda de 2,6 pontos se comparar os números do mês de junho de 2005. A emissora que já foi hegemônica, hoje tem 42% de participação do "bolo" da audiência. Isso quer dizer que a maioria das pessoas não assiste apenas a Globo.
(Fonte: desabafopais)
O futuro dos biocombustíveis
Na Conferência sobre Biocombustíveis, organizada pela Comissão Européia, em Bruxelas, na Bélgica, o presidente Lula garantiu aos países europeus que a produção de etanol e biocombustíveis será feita a partir de um programa de certificação, com a garantia de respeito ao meio ambiente, direitos trabalhistas e sociais. Ou seja, que não vamos nem produzir cana de açúcar na Amazônia, nem degradar terras e o meio ambiente no país ou desrespeitar direitos sociais e trabalhistas. Lula priorizou a necessidade de se organizar um mercado internacional de biocombustíveis, mas a realidade é que a Europa tem uma tarifa altíssima para o biocombustível, de até 55%. Para o petróleo, no entanto, ela é de 5%. Portanto, depois da certificação e da organização do mercado de etanol e biocombustíveis, teremos uma longa batalha para acessar os mercados europeus.
O presidente Lula lembrou, também, que ao contrário do petróleo, praticamente todos os países podem plantar oleaginosas e produzir biocombustível. Eu acrescento que o Brasil pode, deve e será a fonte de tecnologia, capitais e equipamentos para um programa mundial de produção de etanol e biocombustível, dentro de rígidas normas ambientais e trabalhistas, e com zoneamento agrícola, evitando-se assim o encarecimento ou a escassez de alimentos no mundo, pela perda de terras hoje produtoras de alimentos para as oleaginosas ou para a cana de açúcar.
Para nós não se trata apenas de ser um exportador de açúcar, etanol e biocombustível, mas sim um exportador de capitais, tecnologia,serviços e equipamentos. Isso é que conta. Esse é o nosso futuro. (fonte: Zé Dirceu )
quinta-feira, 5 de julho de 2007
50º Congresso da UNE
Jovens de todas as regiões chegam à capital federal com histórias diferentes na bagagem. Juntos eles vão discutir e decidir os rumos da maior entidade estudantil brasileira pelos próximos anos.![]()
terça-feira, 26 de junho de 2007
Banda larga em todas as escolas públicas
O ex-coordenador do NAE (Núcleo de Assuntos Estratégicos) e membro da comissão interministerial de inclusão digital, Oswaldo Oliva Neto, disse em entrevista ao Conversa Afiada nesta terça-feira, dia 26, que em cinco anos todas as escolas públicas devem ter internet banda larga.
“Hoje, mais de três mil municípios não têm acesso à internet e menos de 300 municípios possuem banda larga superior a dois megas”, disse Oliva Neto.
Para Oliva Neto, é preciso aumentar o acesso à banda larga no Brasil. “Há três, quatro anos atrás, se nós estivéssemos falando de 128 k, nós estaríamos satisfeitos. Hoje, dois megas já é insuficiente”, disse Oliva Neto.
“Hoje, mais de três mil municípios não têm acesso à internet e menos de 300 municípios possuem banda larga superior a dois megas”, disse Oliva Neto.
Para Oliva Neto, é preciso aumentar o acesso à banda larga no Brasil. “Há três, quatro anos atrás, se nós estivéssemos falando de 128 k, nós estaríamos satisfeitos. Hoje, dois megas já é insuficiente”, disse Oliva Neto.
Assinar:
Comentários (Atom)