sexta-feira, 14 de setembro de 2007
Manifesto dos Sem-Mídia
No transcurso do século XX, novas tecnologias geraram o que se convencionou chamar de mídia, isto é, o conjunto de meios de comunicação em suas variadas manifestações, tais como a secular imprensa escrita, o rádio, o cinema, a televisão e, mais recentemente, a internet. Essa mídia, por suas características intrínsecas e por suas ações extrínsecas, tornou-se componente fundamental da estrutura social, formada que é por meios de comunicação de massa.
Em todas as partes do mundo - mas, sobretudo, em países continentais como o nosso -, quem tem como falar para as massas controla um poder que, vigendo a democracia, equipara-se aos Poderes constituídos da República. E, vez por outra, até os suplanta. Essa realidade pode ser constatada pela simples análise da história de regiões como a América Latina, em que o poder dos meios de comunicação logrou eleger e derrubar governos, aprovar leis ou impedir sua aprovação, bem como moldar costumes e valores das sociedades. Contudo, há fartura de provas de que, freqüentemente, esse descomunal poder não foi usado em benefício da maioria.
Não se nega, de maneira alguma, que as mídias, sobretudo a imprensa escrita, foram bem usadas em momentos-chave da história, como nos estertores da ditadura militar brasileira, quando a pressão (tardia) de parte dessa imprensa ajudou a pôr fim à opressão de nossa sociedade pelo regime dos generais. Todavia, é impossível ignorar que a ditadura foi imposta ao país graças, também, à mesma imprensa que hoje vocifera seus neo pendores democráticos, nascidos depois que sua recusa pretérita de aceitar governos eleitos legitimamente atirou o país naquela ditadura de mais de vinte anos.
O lado perverso da mídia também se deve, por contraditório que possa parecer, à sua natureza privada, uma natureza que também é - ou deveria ser - uma de suas virtudes. Nas mãos do Estado, a mídia seria uma aberração, mas quando é pautada exclusivamente por interesses privados, seu lado obscuro emerge tanto quanto ocorreria na primeira hipótese, pois um poder dessa magnitude acaba sendo usado por diminutos grupos de interesse. Nas duas situações, quem sai perdendo é a coletividade, pois o interesse de poucos acaba se sobrepondo ao de todos.
A submissão da mídia ao poder do dinheiro é um fato, não uma suposição. Os meios de comunicação privados nada mais são do que empresas que visam lucro e, como tais, sujeitam-se a interesses que, em grande parte das vezes, não são os da coletividade, mas os de grandes e poderosos grupos econômicos. Estes, pelo poder que têm de remunerar o “idealismo” que lhes convêm, cada vez mais vão fazendo surgir jornalistas dispostos a produzir o que os patrões requerem, e o que requerem, via de regra, é o mesmo que aqueles grupos econômicos, o que deixa a sociedade desprotegida diante da voracidade daqueles que podem (?) esmagar divergências simplesmente ignorando-as.
É nesse ponto que jornalistas e seus patrões contraem uma união estável com facções políticas e ideológicas que não passam de braços dos interesses da iniciativa privada, dos grandes capitais nacionais e transnacionais, do topo da pirâmide social. E a maioria da sociedade fica órfã, indefesa diante do poder dos de cima de alardearem seus pontos de vista como se falassem em nome de todos.
Agora mesmo, na crise que vive o Senado Federal, vemos os meios de comunicação alardearem uma suposta "indignação nacional" com o presidente daquela Casa. Esses meios dizem que essa indignação é "da opinião pública", apesar de que a maioria dos brasileiros certamente está pouco se lixando para a queda de braço entre o presidente do Congresso e a mídia. Nesse processo, a "indignação" de meia dúzia de barões da mídia é apresentada como se fosse a "da opinião pública".
O poder que a mídia tem - ou pensa que tem - é tão grande, que ela ousa insultar a ampla maioria dos brasileiros, maioria que elegeu o atual governo. A mídia insulta a maioria dizendo que esta tomou a decisão eleitoral que tomou porque é composta por "ignorantes" que se vendem por "bolsas-esmola". Retoma, assim, os fundamentos do voto censitário, que vigeu no alvorecer da República, quando, para votar, o cidadão precisava ter um determinado nível de renda e de instrução. E o pior, é que a teoria midiática para explicar por que a maioria da sociedade não acompanhou a decisão eleitoral dos barões da mídia, esconde a existência de cidadãos como estes que aqui estão, que não pertencem a partidos, não recebem "bolsas-esmola" e que, assim mesmo, não aceitam que a mídia tente paralisar um governo eleito por maioria tão expressiva criando crises depois de crises.
É óbvio que a mídia sempre dirá que suas tendências e pontos de vista coincidem com o melhor interesse do conjunto da sociedade. Dirá isso através da confortável premissa (para os beneficiários preferenciais do status quo vigente) de que as dores que a prevalência dos interesses dos estratos superiores da pirâmide social causa aos estratos inferiores, permitirão a estes, algum dia, ingressarem no jardim das delícias daqueles. É a boa e velha teoria do “bolo” que precisa primeiro crescer para depois ser dividido.
Os meios de comunicação sempre tomaram partido nos embates políticos. Demonizam políticos e partidos que grupos de interesses políticos e econômicos desaprovam e, quando não endeusam, protegem os políticos que aqueles grupos aprovam. Isso está acontecendo hoje em relação ao governo federal e à sua base de apoio parlamentar, por um lado, e em relação à oposição a esse governo e a seus governos estaduais e municipais, por outro. Resumindo: a mídia ataca o governo central em benefício de seus opositores.
Os meios de comunicação se defendem dizendo que atacam o governo central também porque ele nada faz de diferente - ou de melhor - do que fazia a facção política que governava antes, e diz, ainda por cima, que o atual governo produz "mais corrupção". Alguns veículos, mais ousados, acrescentam que os que hoje governam favorecem mais o capital do que seus antecessores. Outros veículos, mais dissimulados, ainda adotam um discurso quase socialista ao criticarem os lucros dos bancos e o cumprimento dos contratos que o governo garante. A mídia chega a fazer crer que apoiaria esse governo se ele fizesse despencar a lucratividade do sistema bancário e se rompesse contratos. Faz isso em contraposição ao que dizia dos políticos que agora estão no poder, porém no tempo em que estavam na oposição, ou seja, dizia que não poderiam chegar ao poder porque, lá chegando, descumpririam contratos e prejudicariam o sistema bancário...
A mídia brasileira garante que é “isenta”, que não é pautada por ideologias ou por interesses privados, e que trata os atuais governantes do país como tratou os anteriores. Não é verdade. Bastaria que nos debruçássemos sobre os jornais da época em que os que hoje se opõem ao governo federal estavam no poder e comparássemos aqueles jornais com os de hoje. Veríamos, então, como é enorme a diferença de tratamento. Nunca a oposição ao governo federal foi tão criticada pela mídia quanto na época em que os que hoje estão no governo, estavam na oposição; nunca o governo foi tão defendido pela mídia quanto era na época em que os que hoje estão na oposição, estavam no governo.
Não é preciso recorrer a registros históricos para comprovar como os pesos e medidas da mídia diferem de acordo com a facção política que ocupa o poder. Basta, por exemplo, comparar a forma como os jornais paulistas cobrem o governo do Estado de São Paulo com a forma como cobrem o governo do país.
A mesma facção política governa São Paulo há mais de uma década. Nesse período, o Estado foi tomado pelo crime organizado. A Saúde pública permanece - ou se consolida - como um verdadeiro caos, apesar das novas tecnologias e da enorme quantidade de recursos que transitam por São Paulo. A Educação pública permanece como uma das piores do país a despeito da pujança econômica paulista. Assim, começaram a eclodir desastres nunca vistos na locomotiva do Brasil que é São Paulo.
Ano passado, uma organização criminosa aterrorizou este Estado. Essa organização nasceu e se fortaleceu dentro dos presídios controlados pelo governo paulista. A Febem, destinada a recuperar jovens criminosos, consolidou-se como escola de crimes, e as prisões para adultos alcançaram o status de faculdades do crime. No início deste ano, uma rua inteira ruiu por causa de uma obra da linha quatro do metrô paulistano, administrado pelo governo paulista. Várias pessoas morreram. Foi apenas mais um entre muitos outros acidentes que ocorreram nas obras do metrô de São Paulo e a mídia não noticia nada disso, o que lhe deixa escandalosamente óbvio o intuito de proteger o grupo político que governa o Estado mais rico da Federação e que se opõe ferozmente ao governo federal.
A mídia exige CPIs para cada suspeita que a oposição levanta sobre o governo federal, mas não diz uma palavra de todos os escândalos envolvendo o governo de São Paulo. Omite-se quanto à violação dos direitos das minorias parlamentares na Assembléia Legislativa paulista, violação perpetrada pelas maiorias governistas, maiorias que nos últimos anos enterraram dezenas de pedidos de investigação do governo paulista, controlado por políticos que estão entre os que mais exigem investigações sobre o governo federal.
Seria possível passar dias escrevendo sobre tudo o que a imprensa paulista deveria cobrar do governo do Estado de São Paulo, mas não cobra. Ler um jornal impresso em São Paulo ou assistir a um telejornal produzido aqui só serve para tomar conhecimento do que faz de ruim - ou do que a mídia diz que faz de ruim - o governo federal. Dificilmente se encontra informações sobre o governo paulista, e críticas, muito menos. O desastre causado pela obra da linha quatro do metrô paulistano, por exemplo, foi coberto pela mídia, mas por pouco tempo - questão de dias. Depois, o assunto desapareceu do noticiário e nunca mais voltou. Dali em diante, a mídia passou a esconder e a impedir qualquer aprofundamento no caso, fazendo com que a sociedade permaneça sem satisfação quase nove meses depois da tragédia. Mas o "caos aéreo" não sai da mídia um só dia já há quase um ano.
Assim é com tudo que diga respeito a políticos e partidos dos quais a imprensa paulista gosta. E o mesmo se reproduz pelo país inteiro. A mídia carioca, a mídia baiana, a mídia gaúcha, as mídias de todas as partes do país fazem o mesmo que a paulista, pois todas são uma só, obedecem aos mesmos interesses, controladas que são por um número ridiculamente pequeno de famílias "tradicionais", por uma oligarquia que domina a comunicação no Brasil desde sempre.
O lado mais perverso desse processo é o de a mídia calar divergências. Cidadãos como estes que assinam este manifesto são tratados pelos grandes meios de comunicação como se não existissem. São os sem-mídia, somos nós que ora manifestamos nosso inconformismo. Muito dificilmente é dado espaço pela mídia para que quem pensa como nós possa criticar o seletivo moralismo midiático ou as facções políticas amigas dos barões da mídia. A quase totalidade dos espaços midiáticos é reservada àqueles que concordam com os grandes meios de comunicação. Jornalistas que ousam discordar, são postos na "geladeira". A mídia impõe uma censura branca ao país. Isso tem que parar.
Claro precisa ficar que os cidadãos que assinam este manifesto não pretendem, de forma alguma, calar a mídia. Os que qualificam qualquer crítica a ela como tentativa de calá-la, agem com má-fé. É o contrário, o que nos move. O que pedimos é que a mídia fale ou escreva muito mais, pois queremos que fale ou escreva tudo o que interessa a todos e não só aquilo que lhe interessa particularmente e àqueles que estão ao seu lado, pois a mídia tem lado, sim, apesar de dizer que não tem, e esse lado não é o de todos e nem, muito menos, o da maioria.
Mais do que um direito, fiscalizar governos, difundir idéias e ideologias, é obrigação da mídia. Assim sendo, os signatários deste manifesto em nada se opõem a que essa mesma mídia critique governo nenhum, facção política nenhuma, ideologia de qualquer espécie. O que nos indigna, o que nos causa engulhos, o que nos afronta a consciência, o que nos usurpa o direito de cidadãos, é a seletividade do moralismo político midiático, é o sufocamento da divergência, é o soterramento ideológico de corações e mentes.
Por tudo isso, os signatários deste manifesto, fartos de uma conduta dos meios de comunicação que viola o próprio Estado de Direito, vieram até a frente desse jornal dizer o que ele e seus congêneres teimam em ignorar. Viemos dizer que existimos, que todos têm direito de ter espaço para seus pontos de vista, pois a mídia privada também se alimenta de recursos públicos, da publicidade oficial, e, assim sendo, tem obrigação de não usar os amplos espaços de que dispõe como se deles proprietária fosse. Seu papel, seu dever é o de reproduzir os diversos matizes políticos e ideológicos, de forma que o conjunto da sociedade possa tomar suas decisões de posse de todos os fatos e matizes opinativos.
Em prol desse objetivo, hoje está sendo fundado o Movimento dos Sem-Mídia. Trata-se de um movimento que não está cansado de nada, pois mal começou a lutar pelo direito humano à informação correta, fiel, honesta e plural. Aqui, hoje, começamos a lutar pelo direito de todos os segmentos da sociedade de terem como expor suas razões, opiniões e anseios e de receberem informações em lugar desse monstrengo híbrido - gerado pela promiscuidade entre a notícia e a opinião - que a mídia afirma ser "jornalismo".
São Paulo, 15 de setembro de 2007
Renda do brasileiro cresce
A renda média do trabalhador brasileiro cresceu 7,2% entre 2005 e 2006 e beneficiou principalmente a metade dos brasileiros que ganham menos. Esse índice foi o maior em um ano registrado desde 1995. Na média, o trabalhador ganhava R$ 824 em 2005, enquanto em 2006 recebeu R$ 883. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílios (PNAD), do IBGE, divulgada nesta sexta-feira.
Apesar dos avanços na renda média do trabalhador brasileiro, a diferença entre os que ganham mais e os que têm as piores remunerações ainda é infinitamente desproporcional. Enquanto 10% da população ocupada que recebe os menores salários concentrava 1% do total de rendimentos de trabalho, os 10% com os maiores ganhos ficaram com 44,4% da renda em 2006.
terça-feira, 11 de setembro de 2007
Brancos já são minoria no Brasil
O diretor do Laeser, Marcelo Paixão, disse em entrevista a Paulo Henrique Amorim (conversa-afiada.ig.com.br/) nesta terça-feira, dia 11, que há duas hipóteses que podem explicar esse crescimento da população de pretos, pardos, amarelos e indígenas no Brasil.
“Podem ter ocorrido dois fenômenos.
Um, o fenômeno de ordem mais estrito demográfico, uma mudança de taxa de fecundidade e mortalidade, que pode ter modificado a composição interna da população brasileira..
Mas a hipótese mais forte é a mudança de percepção por parte dos brasileiros em relação ao seu tipo físico”, disse Paixão.
Marcelo Paixão acha que a segunda hipótese é a mais provável. Segundo ele, a mudança de percepção da população pode levar a uma menor valorização de determinados atributos que antes eram considerados como muito importantes no processo de realização social e profissional.
segunda-feira, 10 de setembro de 2007
Os valores da nossa "élite"
Artigo publicado originalmente no site da Agência Carta Maior:
Eu já escrevi alhures que o Brasil tem uma elite e uma "élite".
Nossa elite é formada por gente como José de Alencar, Machado de Assis, Maria Esther Bueno, Tostão, José Mindlin, Carvalho Pinto, Celso Furtado, Didi, Daiane dos Santos, Maria da Conceição Tavares, Luis Gonzaga Belluzzo, Raymundo Faoro, Antonio Candido, Chico de Oliveira, Abdias do Nascimento, Marilena Chauí, Anita Garibaldi, Sepé Tiaraju, Zumbi, Tiradentes, Maria Quitéria e por aí foi e vai por este Brasil afora e adentro.
Já a nossa "élite"... são aqueles que acham que são a nossa elite. Que detestam abrir a janela e dar com bananeiras ao invés de pinus eliótis. No máximo temos aqueles pinheiros recurvos e tronchos, em forma de taça. Detestam sair à rua e encontrar nosso povo com cara de povo e não uma paisagem de calendário impresso na Suíça.
Mas enfim, é a "élite" que temos.
Assim, imaginei alguns mandamentos para quem queria nela entrar.
1. Use frases como: "se este fosse um país minimamente sério...", "se este fosse um país civilizado...".
2. Não fale alto, mas esteja convencido de que você deve adorar transporte coletivo - na Europa, é claro.
Porque aqui, quanto mais espaço pra carrão importado e menos pra corredor de ônibus, melhor.
3. Despreze tudo o que for nacional. E adore tomar vinho europeu de quinta categoria pagando os tubos na seção de importados.
4. Desenvolva urticária ao ouvir falar em "América Latina", "Mercosul", "Evo Morales", "Hugo Chavez". "América Latina" é coisa do tempo de "poncho e conga", lembra? Sonhe com a Alca, acordos unilaterais com os Estados Unidos, e outras coisas assim elevadas. Quem sabe alguns bairros de S. Paulo e mais algumas ruas selecionadas no país poderiam ser admitidos na União Européia?
5. África, então, dá irisipela. Nem pensar. Governo Lula? Cruzes! Tome Engov.
6. Ache o fim do mundo as sacolas dos sacoleiros que vão ao Paraguai. Bom mesmo é saco de supermercado de Miami.
7. Só freqüente restaurante que não sirva caipirinha de pinga. Caipirinha, só caipiroska, mesmo que a vodka seja de oitava categoria.
8. Considere que "corrupção" é coisa de e para pobre. Se for nordestino e tiver a pele escura, melhor ainda. Tem até pesquisa acadêmica corroborando isso...
9. Suspire nostalgicamente pelo tempo em que empregada doméstica só podia pegar o elevador de serviço.
10. Não leia a Carta Maior. Nem o Correio da Cidadania. Nem a Revista do Brasil. Ou a Carta Capital. Ou o Brasil de Fato. Ou qualquer coisa semelhante. Se ler, é para desancar, chamar de chapa branca pra baixo. Imprensa, só a grande. Mesmo que esteja cada vez mais marrom.
E boa sorte. Inclua-nos fora disso, e aproxime-se pra lá.Flávio Aguiar é professor de Literatura Brasileira na Universidade de São Paulo (USP) e editor da TV Carta Maior.
Postado por Oni Presente
segunda-feira, 3 de setembro de 2007
Movimento dos Sem-Mídia
Não foram poucas as vezes, na história da República, em que a imprensa brasileira, conservadora e elitista, derrubou governos que não atendiam aos ditames da aristocracia. Foi assim com Getúlio Vargas, com Juscelino Kubitschek e com Jango Goulart. A grande imprensa, controlada por meia dúzia de famílias "tradicionais", atirou este país numa ditadura de 21 anos, colaborando com um regime criminoso que censurou, estuprou, torturou e assassinou tantos brasileiros por conta de suas idéias.
A imprensa de São Paulo, controlada pelas famílias Frias, Mesquita e Civita, e a do Rio, controlada pela família Marinho, mandam e desmandam neste país há décadas incontáveis. Sempre elegeram e derrubaram os governantes que quiseram. São, portanto, responsáveis, em grande parte, pelos problemas terríveis que assolam este país.
Mais uma vez, esses portadores de tanta dor, de tanto sofrimento deste povo engajaram-se na mesma tentativa de controlar corações e mentes dos brasileiros. Porém, de 2002 para cá, fracassaram duas vezes ao menos no que tange a Presidência da República. Inconformados, os barões da mídia persistem e persistem na tentativa desesperada de controlarem a vontade política dos brasileiros. Desta vez, seus "protegidos" são o PSDB e o PFL (agora travestido de DEM), e seu inimigo, o PT.
Não importa que dia for, pode-se comprar jornais ou assistir telejornais que a opinião dos barões da mídia estará lá sobrepondo-se a qualquer outra, calando o contraditório e tentando manipular consciências. Quem diverge, é tratado como se não existisse.
Este é um país continental. Quem não tem acesso aos grandes meios de comunicação, é como se não existisse. Os jornais, revistas, telejornais são abertos só a quem concorda com eles. Quando muito, concedem um espaço de mentira, diminuto, àqueles que discordam, para que possam usar isso como álibi quando acusados de calar divergências. Essa prática da grande imprensa criou um gigantesco setor da sociedade que já está sendo chamado de Sem-Mídia.
Se você é um sem-mídia, se não consegue ver seus pontos de vista contemplados nos meios de comunicação e está farto de engolir a opinião monocórdica dos barões da mídia paulista e carioca, compareça no dia 15 de setembro (sábado) ao prédio da Folha de São Paulo às 10:00 hs. Por iniciativa do blog Cidadania.com (http://edu.guim.blog.uol.com.br), haverá uma manifestação pacífica na qual sem-mídia da capital paulista e de várias partes do país farão as queixas que os meios de comunicação fingem que não escutam na porta de um dos maiores entre eles. No fim do ato, será lido e assinado um manifesto e entregue na portaria do jornal.
O endereço da Folha é :Alameda Barão de Limeira nº 425 - São Paulo - SP.
Chega de reclamar e ser ignorado. É preciso mostrar que existimos. Compareça e traga quem você puder. Se quiser mais informações, acesse o blog Cidadania.
sexta-feira, 31 de agosto de 2007
O inferno é exotérmico ou endotérmico?
Uma questão discursiva a fim de que o estudante justificasse a resposta escolhida.
O aluno Tim Graham, que tirou a melhor nota da turma, escreveu o seguinte:
"Primeiramente, postulamos que se almas existem, então elas devem ter alguma massa. Se elas têm, um mol de almas também tem massa. Então, a que taxa as almas estão se movendo para fora e a que taxa elas estão se movendo para dentro do inferno? Eu acho que podemos assumir, seguramente, que uma vez que uma alma entra no inferno ela nunca mais sai. Por isso não há almas saindo. Para as almas que entram no inferno, vamos dar uma olhada nas diferentes religiões que existem no mundo, hoje em dia. Em geral, uma religião dessas prega que, se você não pertencer a ela, você vai para o inferno. Como há muitas religiões assim e as pessoas não possuem duas religiões, podemos projetar que todas as almas vão para o inferno. E, com as taxas de natalidade e mortalidade do jeito que estão, podemos esperar um crescimento exponencial das almas no inferno. Agora, vamos olhar a taxa de mudança de volume no inferno. A Lei de Boyle diz que para a temperatura e a pressão no inferno serem as mesmas, a relação entre a massa das almas e o volume do inferno deve ser constante. Existem, então, duas opções:
1) Se o inferno se expandir numa taxa menor do que a taxa com que as almas entram, então a temperatura e a pressão no inferno vão aumentar até ele explodir.
2) Se o inferno estiver se expandindo numa taxa maior do que a entrada de almas, então a temperatura e a pressão irão baixar até que o inferno congele.
Então, qual das duas?
Se nós aceitarmos o que a Theresa Manyam me disse no primeiro ano: " O inferno irá congelar antes de eu me deitar com você" e, levando-se em conta que ainda NÃO obtive sucesso na tentativa de transar com ela, então a opção 2 não é verdadeira. Portanto, o inferno é exotérmico.

"Lembrete:
Endotérmico - o meio que recebe calor do exterior.
Exotérmico - o meio que fornece calor ao exterior.
blogdopg.blogspot.com/
quinta-feira, 30 de agosto de 2007
"O homem que rouba dos demais ao receber propina, que mata com substâncias adulterantes em vez de um porrete, assalta com lucros ilícitos em vez de uma gazua (...) não sente na fronte a marca do malfeito (...) Como um gigante envergonhado e impotente, o público reconhece o pequeno contraventor ostensivo mais do que o grande bandido oculto".( www.fazendomedia.com/)
domingo, 26 de agosto de 2007
sexta-feira, 24 de agosto de 2007
Ato pela educação
ATO PELA EDUCAÇÃO PÁRA CENTRO DO RIO
Manifestantes levaram mais de duas horas para fazerem o percurso e mostrarem as demandas à população
Por Raquel Junia - raquel@fazendomedia.com
"Educação como Prática da Liberdade"
Do alto do carro de som, diversas frentes do movimento estudantil mais o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) falavam em ampliação do investimento em educação pública e em uma aliança campesina-estudantil. No ato do dia 22 de agosto, quarta-feira, cerca de 600 pessoas saíram da Igreja da Candelária e foram até o prédio do Ministério da Educação (MEC), no Centro do Rio de Janeiro. No percurso, uma parada em frente ao prédio da Companhia Vale do Rio Doce para exigir a reestatização da empresa.
A atividade fez parte da Jornada Nacional em Defesa da Educação Pública, que no Rio de Janeiro, também contou com outras atividades. No dia 20 de agosto, o MST ocupou o Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (IFCS) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). E, no dia 21, o movimento se dirigiu ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) com reivindicações ao órgão também referentes à educação. Até o dia 24 de agosto, outras atividades estão previstas em vários estados.
"A ocupação do IFCS foi uma forma de questionar a função da universidade na sociedade. O conhecimento deve estar a serviço da população", fala Fernanda Matheus, do setor de educação do MST. Segundo ela, estudantes e professores da URFJ ajudaram a construir o processo de ocupação da universidade.
70 assentamentos no Rio e apenas 10 escolas
Esse foi o dado mencionado por Fernanda sobre a dificuldade de acesso à educação das crianças que fazem parte do movimento. A audiência com o Incra no dia 21 teve como tema o repasse de verbas federais para a educação. O MST pede que o dinheiro disponível para a construção de escolas rurais seja repassado ao Incra e não aos governos estaduais ou municipais.
quinta-feira, 23 de agosto de 2007
A Vale é nossa
Para dar continuidade ao processo de construção do Poder Popular em nosso país, os movimentos populares, entidades sindicais e religiosas, articulados na Assembléia Popular, resolveram convocar e organizar o Plebiscito Nacional sobre a Privatização da Companhia Vale do Rio Doce.Este Plebiscito tem como objetivos:
1) Abrir espaço para a população brasileira manifestar-se acerca deste estratégico patrimônio da Nação ao capital financeiro nacional e internacional;
2) Retomar a luta pela reestatização da Companhia Vale do Rio Doce;
3) Abrir debate nacional do caráter do Estado brasileiro e do destino para nosso país, definindo com mais clareza o nosso Projeto Popular para o Brasil.
